sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Conrad Murray é acusado em morte de Michael Jackson

Promotoria indiciou médico por 'homicídio involuntário'.
Ele deve se apresentar às 13h (horário de Los Angeles).

Do G1, com agências

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Conrad Murray, o médico de Michael Jackson. (Foto: AP)

O médico Conrad Murray foi acusado formalmente de "homicídio involuntário" (culposo) na morte de Michael Jackson, de acordo com agências de notícias.

A acusação da promotoria diz que Murray "matou, sem malícia e contra a lei", Michael Jackson. Segundo o documento, ele "cometeu um ato ilegal, não um crime sério" e o fez "sem o devido cuidado e circunspecção".

Murray, que já previa o indiciamento, deve se apresentar à corte do aeroporto de Los Angeles às 13h locais (19h em Brasília). Se condenado, ele pode pegar até quatro anos de prisão.

Seus advogados já afirmaram que ele deve se declarar inocente das acusações.

"Nós vamos pagar fiança, declarar inocência e lutar como o diabo", disse Ed Chernoff, um dos advogados de defesa de Murray.

À polícia, o cardiologista já afirmou que administrou propofol a Michael Jackson na véspera de sua morte. O poderoso anestésico, aliado a outros medicamentos, aparece como causa da morte do popstar em relatórios forenses.

O site de celebridades TMZ divulgou o documento da acusação. Veja abaixo:

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Reprodução de documento da promotoria de Los Angeles, publicado pelo site TMZ, que indica o indiciamento de Conrad Murray pelo 'homicídio involuntário' de Michael Jackson (Foto: Reprodução)

Médico particular

Murray havia sido contratado por Michael Jackson para cuidar de sua saúde durante os preparativos da turnê This Is It, que marcaria a despedida do astro dos palcos e tinha início marcado para julho, dias após a morte do cantor.

Segundo documentos policiais divulgados pela imprensa na época das investigações, Murray disse aos detetives que tratou o astro de insônia por cerca de seis semanas antes de sua morte. Ele estava dando a Jackson 50 miligramas de propofol todas as noites por meio intravenoso.

Murray disse aos investigadores que temia que Jackson se tornasse viciado e teria começado a tentar afastar o astro das drogas. Ele então diminuiu a dosagem para 25 miligramas e passou a misturar propofol com outras duas substâncias sedativas, lorazepam e midazolam. Em 23 de junho, dois dias antes da morte do cantor, ele deu a Michael essas duas substâncias, sem o propofol.

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Fãs de Michael Jackson protestam em frente à corte do aeroporto de Los Angeles (Foto: AP)

Na manhã em que Jackson morreu, Murray tentou induzi-lo ao sono sem usar propofol, de acordo com o documento. Ele disse ter ministrado valium à 1h30 e, sem sucesso, deu a ele uma injeção de lorazepam às 2h. Às 3h, quando Michael ainda estava acordado, Murray ministrou uma dose de midazolam.

Ao longo das horas seguintes, Murray disse que deu a Jackson várias drogas até que, às 10h40, ele ministrou 25 miligramas de propofol depois de Jackson ter pedido a droga repetidamente.

Sem dormir

Murray assegurou que Michael Jackson tinha pedido reiteradamente que fosse aplicado esse anestésico. O artista então dormiu e o médico saiu para fazer algumas ligações telefônicas, segundo contou à polícia.

Ao voltar ao quarto, o cantor não respirava e Murray, então, começou a praticar a reanimação cardiopulmonar até a chegada do serviço de emergência. Michael foi levado ao hospital da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), onde foi dado como morto por volta das 14h (locais) do dia 25 de junho.

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